20 fevereiro 2012

O Poder Da Atração


Ouviu-se o toque, lá fora saia tudo a correr para apanhar os autocarros, mas havia alguém que não precisava de ir a correr, uma bela jovem, que tinha os seus cabelos como o sol, seus olhos castanhos como estrelas cintilantes, mas que ao de longe via-se uma tristeza sem fim .
Adorava observar aquilo que ia além do possível.
Naquele dia, a noite já se tinha colocado, as mais bonitas estrelas já estavam no Céu e não lhe apeticia fazer nada, longe de tudo e de todos, decidiu ir para o meio do parque cheirar as pequenas flores.
Sem dar conta, começou a andar à deriva por entre as ruas. E quando deu por si, estava junto a casa onde passada a maioria das suas tarde.
Nesse mesmo segundo, á sua frente lá estava ele, aquele rapaz por quem sonhava todos os dias. O tempo parecia ter parado, ninguém se mexia, ambos ficaram imoveis até que ele se dirigiu a ela  e pronunciou um “ola” tímido. “Há quanto tempo” comentou ela,  surgindo um súbito silencio, de modo, que passado alguns segundos o silencio quebrou-se com uma simples afirmação “não foi a muito”, “ queres entrar? “ ela baixando a cabeça com um olhar infinitamente triste disse-lhe  ”talvez seja melhor ir andando” mas ao observa-la disse-lhe já com ternura na voz  “ não vás, entra.”  Movida pela saudade indecifrável ela aceitou.
Ainda recordava o travo da boca dele, a forma como consumia os seus lábios com paixão, a maneira como a mão dele viajava pelo seu corpo, até que, com ardor, visitara o recorte das suas ancas. À medida que fechava os olhos, era como se tudo viesse à memoria os lábios sedentos dele a colocarem-se em fogo aos mamilos  rosados, com as mãos em concha, segurando nos seios. A forma como tocou no seu pénis pela primeira vez, de o acariciar com a língua e de se terem amado ali.
Mas Já no quarto, ambos olharam intensamente indo ao encontro um do outro como desde a primeira vez, e tudo aconteceu novamente, quando ela, sentiu ao rosto o hálito quente dele reconheceu o mesmo jeito suave de pousar os lábios nos seus, aconchegando-se no seu colo e beijando-o novamente, os dois corpos juntaram-se com o mesmo desejo, excitados com o mesmo ardor de outrora.
Quando deram por si, estavam deitados ao lado um do outro, explorando-se um ao outro com lábios molhados. Os dedos dele despindo-lhe o vestido, as mãos dela despindo-lhe as calças. Ele entrou dentro dela com ímpeto, contemplando-a como da primeira vez.
Juntos e unidos num gemido, um orgasmo arrebatou-lhes o ser e tornou-os mais uma vez num só.
Abraçados, permaneceram em silêncio o resto da noite.

Os sonhos conseguem tudo, menos a vida real...

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